Demonstrações financeiras: o que são e a sua importância

jun 30, 2021

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É muito importante que, ao gerir uma empresa, todas as decisões tomadas sejam muito bem pensadas e baseadas em dados, independente da área. Isso se torna ainda mais sensível quando pensamos em orçamento e investimentos, já que manter a saúde financeira da organização é essencial. Nesse caso, o melhor a se fazer é elaborar, entender e analisar demonstrações financeiras para apoiar as tomadas de decisão.

Esse tipo de apresentação pode fornecer um diagnóstico real e atualizado da situação financeira da empresa, além de servir como ferramenta para promover uma gestão melhor e mais assertiva.

Continue a leitura e entenda melhor o que são, como funcionam e que tipos de demonstrações financeiras existem.

O que são demonstrações financeiras? 

Demonstrações financeiras são relatórios contábeis que detalham a situação financeira geral de uma empresa. Com base nelas, é possível realizar a apuração dos impostos, controlar o fluxo de caixa, realizar melhores investimentos e conseguir gerenciar melhor todos os aspectos do negócio.

Além disso, demonstrações financeiras são muito importantes para potenciais investidores. Esses relatórios podem dizer se sua empresa é um investimento rentável e seguro ou não.

Qual a importância das demonstrações financeiras?

Por meio das demonstrações financeiras de uma empresa, a equipe financeira, um novo investidor ou os sócios podem tomar suas decisões de uma maneira muito mais segura. São elas que possibilitam, por exemplo, que sua organização consiga aprovar um financiamento, pois elas discriminam os recursos disponíveis em caixa e as condições de se arcar com as dívidas.

Essas demonstrações mostram quais são os gastos, o retorno sobre investimentos, os faturamentos previstos e uma análise da saúde financeira de uma maneira completa. Assim, existem seis tipos diferentes: o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE), a Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA), o Fluxo de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado, além do complemento das Notas Explicativas.

Quais os tipos de demonstrações financeiras?

Demonstrações financeiras são um conjunto de informações. Para uma demonstração completa, os demonstrativos mais importantes são:

  • Balanço Patrimonial
  • Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)
  • Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados
  • Fluxo de Caixa
  • Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
  • Notas explicativas

Siga a leitura e entenda melhor sobre cada um deles:

Balanço Patrimonial

O balanço patrimonial é a principal demonstração financeira de uma empresa e trata-se de um relatório contábil que segue a legislação vigente. Por meio dele, o negócio consegue mostrar como está o seu patrimônio, detalhando a posição financeira atual da empresa. Ele pode ser realizado em qualquer época do ano – sendo mais comum no final – para realizar o acompanhamento de janeiro a dezembro.

Dessa forma, visa-se equilibrar o patrimônio, analisando os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Em outras palavras, serão verificados todos os itens capazes de gerar benefícios econômicos – como é o caso das aplicações – e quais as obrigações com terceiros que deverão ser liquidadas.

No Balanço Patrimonial, existem duas colunas: ativo e passivo. No ativo, ficam discriminados os direitos e os bens de uma organização, ou seja, tudo o que de alguma forma gera valor para a empresa — o estoque é um bom exemplo. Já no passivo ficam todas as obrigações que uma empresa tem, ou seja, os valores que deverá pagar — como os serviços de fornecedores.

O resultado da diferença entre o ativo e o passivo é o chamado patrimônio líquido. Quando o ativo é positivo, a empresa tem como arcar com as suas dívidas. Quando o oposto ocorre, chamamos de passivo a descoberto, indicando que o valor devido é maior do que os seus bens.

Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)

A DRE está entre as obrigações de maior importância para as empresas. Com ela, os gestores conseguem tomar as suas decisões estratégicas mais facilmente ao unirem as informações sobre as finanças, ou seja, analisarem se as contas serão positivas ou negativas.

Portanto, a Demonstração de Resultados do Exercício visa, principalmente, reunir todas as informações financeiras da empresa, mostrando o resultado do exercício líquido, que apresenta o lucro ou o prejuízo da operação. Dentro disso, estão incluídas todas as receitas da empresa, como custos e despesas.

Para que tenha maior efetividade dos resultados, ela deve ser elaborada considerando um período determinado, sendo mais usual a realização anual para se ter um balanço. Isso não quer dizer que não possa ser realizada em outros momentos, sempre que necessário.

 

 

Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (DLPA)

A DLPA, ou Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, é utilizada para demonstrar as mudanças no Patrimônio Líquido de uma empresa e onde ele foi aplicado ao longo de um período pré-estabelecido. Essas mudanças no patrimônio podem ser tanto um aumento no lucro quanto no prejuízo acumulados. A DLPA, basicamente, mostra um comparativo entre um saldo anterior e um saldo final do lucro da empresa. A DLPA geralmente é a última coisa a ser feita ao elaborar o Balanço Patrimonial. Os dados da DLPA são gerados pelo paralelo entre o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). Assim, na DLPA temos alguns dados que são obrigatórios:

  • o saldo inicial de lucros e prejuízos no período estabelecido;
  • pagamentos de dívidas e demais distribuições de lucro;
  • o montante do lucro que foi adicionado ao capital total;
  • possíveis mudanças na contabilidade que impactem lucros e prejuízos;
  • o saldo final de lucros ou prejuízos acumulados no período estabelecido.

Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa nada mais é do que um relatório para análise da empresa, que mostra sua posição financeira dentro de um determinado período, que pode ser diário, semanal, mensal ou anual. Por meio dele, é possível saber o quanto entrou e saiu de dinheiro no período específico, analisando to caixa, as aplicações financeiras e as contas bancárias.

Ainda é possível verificar qual foi o resultado da empresa em cada uma de suas movimentações financeiras. Assim, é possível saber exatamente onde tais recursos foram aplicados e quais as suas origens, tendo melhor controle sobre o fluxo financeiro.

Sabendo exatamente onde o dinheiro está sendo empregado, pode-se fazer um planejamento mais preciso sobre os recursos disponíveis e necessários para cada movimentação financeira. Assim, as finanças ficam mais organizadas e atrasos com pagamentos devido à falta de recursos são evitados.

Com base nessa demonstração, ainda é possível que o gestor tome uma decisão acertada sobre quais aplicações são mais vantajosas e o retorno que essas lhe darão a fim de que faça o planejamento financeiro acertado ao traçar as metas empresariais.

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Por meio da Demonstração do Valor Adicionado, pode-se saber quais foram as riquezas geradas em determinado período de movimentação da empresa. Nesse demonstrativo, porém, não importa apenas qual o lucro da empresa, mas se ele esteve ligado de maneira positiva a causas sociais. Por exemplo, se a empresa contratou mão de obra da comunidade da qual faz parte ou até mesmo se o seu negócio está contribuindo para o desenvolvimento econômico do país ou do município.

Com base nesses dados, é possível saber qual foi o papel da empresa na geração de riquezas ao analisar de que forma ela contribuiu para o desempenho social e com a economia de forma geral. Essa seção dos relatórios compara os valores de entradas e saídas, assim como as demais demonstrações financeiras, mas toma como base o princípio de responsabilidade social, medindo o quanto essa riqueza esteve relacionada ao bem da sociedade na qual a empresa está inserida como um todo.

Notas explicativas

As notas explicativas servem para esclarecer sobre a situação patrimonial, visando complementar as demonstrações contábeis que podem não ter ficado claras. Elas também podem:

  • Informar sobre práticas contábeis que foram aplicadas na empresa;
  • Completar informações que são exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e que não foram demonstradas;
  • Incluir informações financeiras relevantes;
  • Indicar os critérios de avaliação patrimonial;
  • Apontar investimentos em outras sociedades;
  • Expor garantias das obrigações de longo prazo;
  • Explicitar ajustes de exercícios anteriores.

E aí, gostou desse conteúdo? Quer entender mais sobre gestão de empresas? Leia o nosso próximo post: 5 vantagens de escolher um sistema especialista no seu setor

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